Este texto tem o objetivo de analisar como as pessoas não letradas se encaixam num mundo tão tecnológico e globalizado. Para tanto utilizamos texto de Magda Soares, os filmes Narradore de Javé e Central do Brasil e uma entrevista com pessoa analfabeta, como fonte de pesquisa.
Fica claro a falta que a escrita faz na vida de pessoas que utilizam apenas a oralidade, a dificuldade com a escrita atrapalha em muito suas vidas, ficam excluídas do meio de trabalho, ficando normalmente com os braçais, mesmo que possuam capacidade de raciocínio, e em muitas outras coisas, estão sempre dependendo de alguém para ler para elas, seja o ônibus, uma carta, um rótulo, uma bula de remédio, etc.
Se analisarmos os filmes citados, fica claro que as pessoas oralizadas enfrentam o mundo com muita dificuldade e vivem sendo enfrentadas pela escrita.
Em entrevista com dona de casa de 34 anos mãe de uma menina de 5 anos e grávida de outra criança, confirmamos estas dificuldades por não saber ler. Diz que já tentou aprender a ler, mas que achou muito difícil, não conseguia entender e desistiu. Será que os professores foram capazes de entender-lá? Agora com sua filha frequentando a escola as coisas estão ainda mais difíceis, pois não consegue ler os bilhetes enviados pela escola e nem mesmo auxiliar a filha nas lições de casa, depende do marido para tais tarefas. Sem falar na dificuldade para pegar ônibus, costuma decorar o letreiro, mas se o destino for outro tem que pedir para alguém olhar para ela. Tem facilidade em aprender a manusear tecnologias como o celular, porém depois que alguém der as primeiras dicas, fala constantemente com seus familiares fora do Estado por telefone.
Chega se a conclusão de que o cerco esta cada vez maior para quem não é letrado. E que apesar de usarem a oralidade e serem pessoas de muitas inteligências, não poderão mais se esquivar de aprender a ler e escrever.
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